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espiritualidade não é álibi,

há um padrão profundamente perturbador de má conduta sexual em nossa comunidade, presente em diversas tradições do Yoga moderno. Todo ser humano merece praticar Yoga livre de abuso, assédio e manipulação.

em homenagem a quem teve coragem de falar – e a quem ainda não conseguiu – precisamos começar agora.

o básico é simples: um professor de Yoga decente nunca oferece massagens com conotação sexual, nunca faz ajustes ambíguos ou constrangedores, nunca toca de forma inapropriada durante o relaxamento e nunca realiza ajustes próximos a zonas erógenas. Se o seu professor faz qualquer uma dessas coisas, ele é um farsante e um abusador: denuncie e vá embora.

abuso, assédio e tortura psicológica não são exceções isoladas – são crimes que precisam ser responsabilizados. Ainda assim, a impunidade persiste, e muitos retornam às suas atividades após breves períodos de silêncio, como se nada tivesse acontecido.

esses casos se somam a uma longa história de falsos mestres que, protegidos pelo discurso espiritual, agem como se estivessem acima de qualquer ética, enquanto instituições silenciam e vítimas são desacreditadas.

chegou a hora de romper esse ciclo. Espiritualidade não pode servir de abrigo para violência. O caminho do Yoga começa com ética e verdade. Permanecer em silêncio não é neutralidade; é conivência. E basta.

fonte: Pedro Kupfer

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